O Caminho da Unção

Estamos como Igreja aprendendo sobre fidelidade e de como ela pode nos levar a lugares de honra e nos assentar com os nobres da terra e quando falamos sobre isto, nosso coração é desperto numa convocação interior à ir a lugares mais altos e possuirmos por direito o que Ele nos reserva.

O Caminho da Unção

 “Os meus olhos buscam os fiéis da terra, para que se assentem comigo;…” (Sl. 101:6a)

O salmista declara que o Senhor busca os fiés para que se assentem e aprendam com Ele e então somos incitados a buscar os caminhos retos que acabam por nos levar a lugares desconhecidos porém desejados – o caminho da unção.

Quantas vezes nos encontramos sem rumo e desnorteados espiritualmente? Isto é em decorrência de uma vida espiritual desabastecida e é aí que perdemos totalmente o foco porque nosso espírito está em ‘modo de sobrevivência’. Como Seus filhos não fomos chamados a viver como sobreviventes. Fomos chamado a carregar a unção, sermos veículos de Sua glória!

Numa sociedade capitalista o consumismo encarnou em muitos crentes não apenas a nível físico e os mesmos alimentam-se espiritualmente somente para o próprio consumo, esquecendo-se de serem vasos de barro nas mãos do Oleiro.

Alguns pensam que o preço para tê-la é alto demais, ou que a mesma limita-se a alguns privilegiados, mas não podemos confundir unção pessoal com ministerial. Um é o caminho da unção pessoal, que fala da minha comunhão com Jesus e me habilita a ter uma vida santa, e continuar sacrificando e orfertando em seu Altar; outra é a unção ministerial, que me habilita a ser usado por Ele independente dos meus caminhos, “Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento.” (Rm. 11:29). Na busca de uma vida íntima com o Senhor adquirimos a unção pessoal e nossa fidelidade neste andar nos agracia com a unção ministerial, mas lembre-se: a unção do meu ofício nada tem a ver com a unção da minha vida.

Precisamos entender isto! A mesma tem o objetivo de aperfeiçoar os santos ao ministério, é o ofício de Deus ao homem e do homem aos homens -“tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo;” (Ef. 4:12-13) e esta é como que uma carga a ser levada todos os dias. É algo que não temos como fugir, ela quando ministrada glorifica a Cristo, lhe traz honra e é potencialmente destruidora. Sim, exatamente como você leu: é potencialmente destruidora. Se o altar pessoal, se a unção pessoal não estiver sendo alimentada, cuidada com zelo, mantendo aceso o fogo de Deus em sua alma, a sua unção ministerial trabalhará contra você e é por isto que Deus não a remove, pois ela serve de julgamento a você. Se por exemplo você está enfrentando problemas em sua família, sua vida de oração, sua fome, tudo isto é afetado e você começa uma luta pela sobrevivência. Alimentando a título de sobrevivência seu espírito, a unção pessoal diminuirá e você se encontrará perdido, sem foco ministerial…

Encontrando-se assim, você ainda se moverá na unção ministerial, porém ela lhe condenará. Não sabemos quanto tempo uma pessoa consegue se mover na unção ministerial estando longe do Senhor e fora de Seus caminhos, mas sabemos que haverá o momento em que o ofício paralisará, não porque Deus removeu o dom ou vocação, não! Cessará porque o pecado sufocou, o entulho cobriu o poço e bloqueia a saída da água viva, porque a unção pessoal não foi capaz de sustentar, suportar a carga exigida pelo ofício que foi conquistado com sacrifício na busca da unção pessoal.

Ou seja, foi algo tão difícil de ser conquistado, um caminho tão estreito e que agora simplesmente se esvai como que entre os dedos por não ter se calculado o preço – Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?” (Lc. 14:28)

Que sejamos eu e você como aqueles que prezam a unção, não apenas por tê-la, mas para mantê-la.

Unção pessoal, unção ministerial – um caminho sem volta mas que eu escolho seguir!

Vânia Rorato