O Silêncio Que Nos Silencia

Que este silêncio que nos silencia seja tão intenso, que nos leve a pensar no sentido da vida.

O Silêncio Que Nos Silencia

A população brasileira está se tornando cada vez mais ‘resistente’ as perdas sofridas, sejam financeiras a nível de impostos ou superfaturamentos; na saúde pela falta de medicamentos, leitos e profissionais; na educação pela falta de vagas nas creches, profissionais qualificados ou equipamentos...  Enfim, não há necesidade de replicar aquilo que tem sido visto, ou acompanhado por todos.
 
Os olhos do mundo se voltam para o povo brasileiro, conhecido no exterior pela sua alegria, seu samba e carnaval, mas que já há algum tempo chora um choro que ninguém consola. Uma lágrima que ninguém seca, e uma dor que parece jamais cessar, oriunda de impunidades e injustiças, incluindo a social que tem manchado nossa bandeira na Ordem e no Progresso.
 
Analisando a lei de Deus e do agricultor, só colhe quem semeia e tendo semeado ventos, a colheita é de tempestades.
 
“... porque tudo o que o homem semear, isto também ceifará.” Gl. 6:7
 
Tendo passado o Carnaval, os católicos, a maioria das denominações ortodoxas e algumas denominações protestantes celebram a “Quaresma”, a iniciar com a quarta-feira de “Cinzas”, que são 40 dias antes da sexta-feira “santa” e que visa purificar o povo das atividades pecaminosas, através de um arrependimento das obras más, cometidas até então.
 
Mas… Como pode alguém crer, que Deus irá perdoar um pecado premeditado e ainda trazer a Sua benção, em resposta a observação de apenas…  Um ritual religioso?
 
Deus está interessado em nossos corações, não em que observemos rituais. Se os mesmos fossem eficazes em seus efeitos, as dores com o passar dos tempos seriam minimizadas. Não adianta lavar as vestes, sem limpar o corpo; limpar a casa, sem doutrinar os residentes.
 
“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” Ef. 2:8-9
 
Se tivéssemos arrependimento sincero em cada ato pecaminoso, a dor não seria tão grande, nem o luto tão intenso. Sofremos o que sofremos por ignorarmos a lei espiritual e natural, da semeadura e da colheita. Saímos todos os dias buscando viver a vida intensamente, que esquecemo-nos que cada passo, cada palavra e que cada atitude é uma semente lançada ao solo, e que algumas levam poucos dias em sua germinação enquanto outras levam décadas, mas que a terra se encarrega de que isto ocorra, tendo sido adubada ou não.
 
Precisamos nos arrepender! Não basta, como brasileiros, termos um maravilhoso símbolo nacional e conhecido mundialmente - a estátua do Cristo Redentor - de braços abertos como um convite a um lugar mais alto. Precisamos tê-Lo em nosso coração. Não basta nos cobrirmos de cinzas depois de “festejar a carne e suas delícias” num carnaval, e querer ficar impune as consequências das atitudes.
 
A salvação não vem de atos exteriores, por melhores que sejam. Na verdade eles apenas revelam o interior e revelam aos demais, se a possuímos ou não. A salvação vem quando existe um encontro com o Cristo vivo, que está sempre de braços abertos a nos receber; quando a motivação do coração é correta ao ir em direção a Seus braços, e ali então encontrar o consolo para a dor e a esperança para o futuro.
 
O silêncio de uma tumba vazia paira sobre muitos lares, e os corações buscam respostas que o governo não consegue dar, nem a economia responder.
 
Que este silêncio que nos silencia seja tão intenso, que nos leve a pensar no sentido da vida, a rever os planos para o futuro e a tomar decisões corretas no presente.
 
Que Cristo, nossa Páscoa (I Cor. 5:7), possa ser encontrado por você não através de um ovo de chocolate, nem de meros rituais de purificação, mas por um coração que deseja ardentemente dias melhores!


 Vânia Rorato