Parceiros Ministeriais

Uma visão clara e precisa sobre Parceria Ministerial

Parceiros Ministeriais

Muitos ministérios procuram parceria com o intuito de estabelecer uma cobertura espiritual sobre suas Igrejas ou até mesmo de estender a placa denominacional de outro ministério maior e mais influente até suas cidades, tornando-se eles os representantes locais, então lamentavelmente e na maioria das vezes a cobertura espiritual na verdade acabou sendo coberta pelo engano, onde na maior parte dos ministérios não passa de uma fachada e não a veste ou transferência de um Pastor - (Êx. 29:29-30).

Por esta razão realizei este manifesto, com a intenção de explicar o que pensamos sobre isto e como procedemos como Ministério Internacional da Colheita e como Pastores.

Sadi e eu compreendemos que nosso chamado - pelo menos por enquanto - não é o de abrir Igrejas, distribuir placas ou estabelecer modelos e não que isto não seja importante. Não estamos questionando quanto a importância de algo e sim de ter o chamado para tal ou não. Entendemos que precisamos ficar no lugar que Ele nos colocou, porque a unção flui a partir do chamado.

Nos encontramos hoje como um casal que enfrentou adversidades no casamento, na criação de filhos, em resposta ao chamado e caminhando no chamado e saiba, sobrevivemos a tudo isto, saindo de cada circunstância muito, mas muito mais forte e com ânimo dobrado.

A Palavra deixa claro que devemos ter pessoas a quem devamos voluntária submissão e que tenham autoridade sobre nós a fim de nos exortar e edificar e isto independe do nível de liderança conquistado, porque toda unção flui de cima para baixo, sempre enriquecida e aumentada nas gerações, sendo este o caminho de alcance da condição de filhos maduros em Deus. Além disto, temos a necessidade existencial de pertencermos, de termos parâmetros, de reconhecermos e sermos reconhecidos de quem somos em Cristo.

"Obedecei a vossos guias e sede submissos para com eles." Hb. 13:17a

Diante disto, compreendemos que precisamos de cobertura e é impossível negar isto. A cobertura traz segurança pessoal, familiar e congregacional. Sim, é algo que vai além da razão ou emoção, é um princípio espiritual que quando aplicado gera uma resposta imediata. É algo que precisamos e buscamos quando nos sentimos sós. Não é isto que fazemos quando precisamos de um conselho? Quando passamos por dificuldades e não temos a resposta? Quando nos sentimos rejeitados ou traídos? Não são aos pais que recorre um filho, ao passar pelas maiores dificuldades da vida? Todos precisamos de uma referência para seguir e a quem recorrer. Até a própria congregacão se sente segura e confortável, quando sabe que seus pastores são pastoreados. ¹A cada geração, cabe aprender diligentemente tanto com o sucesso quanto com o fracasso de homens e mulheres de Deus que a precederam.

Estou falando de um nível mais elevado de comprometimento, de aliança e parceria onde os sucessos, fracassos, dores e alegrias são experimentados conforme vamos preparando o solo, lançando a semente e colhendo dos frutos. Este tipo de relacionamento é uma via de mão dupla, onde a parceria é mútua. São pessoas maduras que sabem estar a serviço de algo muito maior que o próprio querer ou bem estar e mesmo havendo níveis de liderança, compreendem seus limites e humanidade. São relacionamentos não num sistema hierárquico piramidal rígido, mas circular onde ainda que guiados com mão forte, são ouvidos e compreendidos, mesmo porque o ministério legítimo é baseado no testemunho dos pais e no processo de se conferir identidade aos filhos.

“Porque nós somos cooperadores de Deus;...” I Cor. 3:9

Acredito numa rede de relacionamentos gerando segurança, intimidade e sendo pago um preço para a manutenção do mesmo. Onde se anda na luz, com transparência ministerial e de vida, abaixo de uma importante lei espiritual protetora - "Se, porém, andarmos na luz, como Ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado." 1 Jo 1:7 - Onde sabemos que a verdade absoluta é a Palavra de Deus e que precisamos estar abertos a novos pontos de vista, respeitando as vivências e sendo ouvidos sem julgamentos. Historicamente falando, os maiores desvios teológicos e doutrinários ocorridos e que levaram denominações a uma autodestruição, foram enganos instalados no coração de seus líderes, por terem se achado absolutos. A nossa resposta nas pressões sempre vai revelar nossa maturidade espiritual e emocional e determinará ou não o estabelecimento de um relacionamento mais profundo e de uma aliança inquebrável. O nível de minha entrega vai dizer o quão profundo ou não eu quero ir em parceria.

"Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. Leais são as feridas feitas pelo que ama." Pv. 27:5,6

"Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo". Pv. 27:17

"Fira-me o justo, será isso mercê; repreenda-me, será como óleo sobre a minha cabeça, a qual não há de rejeitá-lo". Sl. 141:5

Acima de tudo, cremos que um dos maiores segredos para relacionamentos saudáveis é o respeito mútuo à visão ministerial, pois cremos que o chamado é único, pessoal e intransferível – porque, sendo ele só, o chamei, e o abençoei e o multipliquei.” Is. 51:2b

Diante disto, entendemos também que ao fazermos aliança com alguém, havendo a disposição de se colocar abaixo de instrução quando necessário, estando disposto a andar junto ministerialmente, acreditamos no princípio bíblico de que devemos abençoar financeiramente o escolhido, como autoridade sobre a nossa vida no relacionamento ministerial. Aquele que vai nos aconselhar, socorrer e abençoar naquilo que vê Deus estar abençoando.

“Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior.” Hb. 7:7

Sabemos que Abraão não tinha referência de liderança espiritual, até se encontrar com Melquisedeque e ele não começou recebendo, mas sim dando e dando por fé. Ele dizimou a Melquisedeque, sacerdote que ministrava numa posição acima da que ele ocupava. Acreditamos e praticamos isto, Sadi e eu dizimamos, primiciamos e ofertamos sistematicamente na vida de nossos pastores e isto vai além de cumprimento de dever, este é um princípio que praticamos com alegria - “Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.” Ef. 6:2,3

Temos estudado e buscado um entendimento espiritual sobre esse assunto nos últimos anos e através do próprio exemplo de Abraão, entendemos que toda pessoa deve dizimar e primiciar para cima. Compreendemos que o líder principal da Igreja, o Pastor Presidente, precisa buscar um Pastor, guia ou mentor como referência e sendo assim, responder financeiramente a ele.

"Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito recolhermos de vós bens naturais?" I Co. 9:11

"Mas aquele que está sendo instruído na Palavra faça participante de todas as coisas boas aquele que o instrui." Gl. 6:6

Diante disto e do chamado pessoal, Sadi e eu damos cobertura espiritual a ministros, pastores e líderes, que de acordo com o exposto desejam andar conosco, sem contudo interferir na visão e direção dada por Deus a estes ministérios, ministros e Igrejas. Caso você ainda tenha dúvidas sobre o tema, entre em contato comigo pelo e-mail: contato@vaniarorato.org

Minha exposição através deste manifesto faz parte da mais profunda convicção que possuímos, oriunda também de nosso pastor que tem sido nossa referência, estando conosco nos momentos mais difíceis já vividos e isto, por muitos anos e também da convicção de colegas ministeriais, parcerias que possuímos e temos em grande estima e honra.

Na paz de Cristo,

Vânia Rorato
 
1Não Tendes Muitos Pais – Mark Hanby e Craig Lindsay Ervin Pág. 69